terça-feira, 13 de setembro de 2011

PAGINAS DE SANGUE

Não foi Cabral, Tiradentes ou D. Pedro
Mas Dante e também Tancredo e tantos outros, "sem memória",
Esses heróis que num recente passado
Com seu sangue derramado, reescreveram nossa história.

Foi o que disse um amigo certo dia,

Talvez com pouca alegria, por lembrar tempos sofridos.

Este amigo, que esta história nos contou,

Seu sangue não derramou, mas foi muito perseguido.

Pra termos hoje, essa democracia privilegiada
Me disse esse camarada e é o que muita gente diz,
Foi sofrendo torturas, enfrentando a força bruta
Muito sangue muita luta pra libertar meu país.

Foi muito sangue, paredões, fuzilamento,

Muita dor e sofrimento nessa luta desigual.

Forças armadas, com pesada artilharia.

A força da tirania de canhão contra punhal.

Tantas mães que assim perderam seus filhos,
Olhos que perderam brilhos diante da covardia,

De um governo imposto pela violência

Com tortura e truculência, assim atropelaria,

Quem se colocasse contra seus objetivos

Chamavam-nos subversivos e sem dó nem piedade,

Como um rolo compressor os massacravam,

Torturando os matavam, tivessem qualquer idade.

E muito próximo, tudo isso acontecia,
Eu menino que crescia em meio aos cafezais,
Desinformado, do mundo alheio, distante...
Aos patrões o importante, era o trabalho dos meus pais.

Éramos somente a barata mão de obra,
Como massa de manobra éramos manipulados,
Analfabetos ou com baixa escolaridade,
Do sistema a prioridade, mantermos desinformados.


As poucas coisas que por nós eram sabidas
Nos chegavam distorcidas desviando informações

Nossos heróis que pela justiça lutavam

Do jeito que os pintavam, tinham rostos de vilões.

Os sindicatos e os estudantes brasileiros

Os comunas baderneiros, assim por nós eram vistos.

Quando os mais velhos sobre isso conversavam

Até baixinho falavam, por medo de falar nisso,

E assim lentamente o tempo foi se passando
E aos poucos consolidando a tirana ditadura.
Autoritarismo imposto pela força que deu medo,
Teceu-se assim o enredo de uma teia de amargura.
Os militares permaneceram no comando,
Nesses mandos e desmandos, que quem não viu não acredita
E trinta anos em busca da democracia,
A história se reescrevia em páginas de sangue escrita.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

APRESSADOS

Curta que a vida é curta e da vida nada se leva.


Fique na tua e eu na minha não corte o meu barato.

Sem medir as conseqüências das loucuras de seus atos,

O seu barato sai caro, trocando a luz pelas trevas.



Quem age com humildade sua alma se eleva,

O soberbo, o orgulhoso, é certamente insensato.

Que cada coisa aconteça em seu momento exato,

Pra nos dar no tempo certo, algo bom Deus nos reserva.



Não deixe para amanhã, o que pode fazer agora,

Mas devagar também se chega e quem corre muito se cansa,

Sabendo-se que a pressa é inimiga da perfeição.



Se o apressado se apavora,

O que espera sempre alcança,

Talvez devagar e sempre, seja a melhor solução.







segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LUA TROPICAL

LUA TROPICAL

Quando seu olhar se espalha
Luminoso sobre ela, a bela Tapirapuã,
Que se despe lentamente
De suas carbônicas vestes,
Para se cobrir de flores
Num vestido colorido
Encandecente, ao brilho do olhar
Daquela Lua Tropical,
Que se encanta com o colorido
De suas vestes majestosas.

O dia amanhece,o sol à aquece, desperta ela,
Tão calma, tão bela, para contemplar,
Seus admiradores, que por ali passam
Embeveciddos, com tanta beleza
Que a mãe Natureza lhe proporcionou
E assim segue o dia.., a tarde vem...,
A noite chega.
E novamente a Lua Tropical
Lhe envolve com seu gracioso
E tão luminoso olhar
E a bela Tapirapuã
Adormece sob a proteção
Do irradiante olhar
De sua admirada e admiradora
Lua Tropical.

sábado, 20 de agosto de 2011

HOME É TUDO IGUAR

Refrão
Muié gosta de falar
Muié gosta de falar
Toda muié fala muito
E dos home fala mar
Elas falam mar dos home
Diz que home é tudo iguar

As muié vive falando
Que todo home não presta
Que só qué sabe de jogo
Muié bebida e festa
Porisso é que muitos vivem
C'um par de chifre na testa
Elas diz que todo home
È metido a garanhão
Só vê um rabo de saia
Já sai correndo o machão
Deixando a porta aberta
Pra entrar o Ricardão

Muié gosta de falar...

Elas falam entre elas
Todo home que eu conheço
Nenhum não vale o que come
É mercadoria sem preço
E home é tudo iguar
Só muda de endereço
Mais dessas acusções
Eu sei que sou inocente
Sou de uma muié só
Sou carinhoso e decente
De certo meu endereço
É bastante diferente

Muié gosta de falar....






terça-feira, 16 de agosto de 2011

DESENCONTRO

Num encontro não marcado,
Meu desencontro encontrei.
Acho que me encontrarei
Sempre assim desencontrado.

Com quem eu tenho sonhado
E incansável busquei
Desse sonho despertei
Sozinho e desolado.

Desiludido vivendo
E com isso me amedontro,
Fico às vezes pensando

E também não compreendo,
Por que me desencontrando?
Se é que nasci de um encontro.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

BANDEIRA MANCHADA

O verde está esfumaçado pelas queimadas
Pela ganância humana que é desmedida
Sem atentar aos valores da pátria e da vida
A nossa bandeira está ficando manchada

O ouro esta riqueza tão cobiçada
Riqueza que sob o solo está escondida
Levando a uma sangrenta, brutal corrida
Manchando de suor e sangue, essa terra amada

A poluição que mancha o azul celeste
As águas dos rios e mares e a atmosfera
Devastam de sul a norte e de leste a oeste

Mas no coração daqueles que tudo espera
Que o encardido branco torne-se em alvas vestes
E a bandeira manchada volte a ser o que era